Jejum intermitente

Entenda como funciona o jejum intermitente e os benefícios que ele pode trazer.
Entenda como funciona o jejum intermitente e os benefícios que ele pode trazer.

O tema é controverso e divide nutricionistas, endocrinologistas e médicos. Para os que defendem a tese é simples, jejum intermitente é um método de emagrecimento que intercala períodos de jejum com períodos de alimentação. O objetivo é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura e com isso haja uma perda de massa gorda.

Algo unânime entre os especialistas é a necessidade de iniciar qualquer dieta com uma reeducação alimentar, buscando nutrir o corpo e não somente ingerir calorias. Essa preocupação ocorre em função da nossa alimentação atual, baseada em alimentos industrializados, de alto índice glicêmico e com elevada concentração de carboidratos e conservantes: pizza, refrigerante, hambúrguer, biscoito recheado, enfim, muito açúcar e sódio. Então, o primeiro passo é começar comendo mais ingredientes naturais e saudáveis.

Se você fizer um jejum sem essa mudança de hábito, você vai sentir fraqueza e mal-estar, porque seu organismo não vai estar preparado para o processo de adaptação.

Um argumento que reforça a prática do jejum intermitente é a história dos nossos ancestrais da era paleolítica, que viviam da caça e ficavam longos períodos sem comer. Com base nesse fator, nossa realidade fisiológica é suportar o jejum, porque a natureza entende que precisamos de energia para ir atrás do nosso alimento.

No entanto, para aqueles que são contra essa prática de jejum, o argumento está baseado no gasto energético versus consumo calórico. Ou seja, se você consumir 1.600 calorias (quantidade menor que o seu gasto diário), não importa se essas calorias serão divididas em 3 ou 6 refeições, você vai emagrecer. Além disso, há uma preocupação que esses longos períodos sem se alimentar acabem desacelerando o metabolismo e por vezes utilizando os músculos como fonte de energia.

Há também estudos comparando a dieta do mediterrâneo com a dieta de jejum intermitente e segundo a Dra. Dra. Andressa Heimbecher Soares não há comprovação que o jejum seja melhor que a dieta do mediterrâneo para perda de peso. E como os estudos ainda não são conclusivos, podem ainda haver dados que desabonem longos períodos sem alimentação.

Por outro lado, temos os estudos do cientista japonês Yoshinori Ohsumi, da Universidade de Tóquio, que venceu o Prêmio Nobel de fisiologia e medicina por um estudo importante sobre a autofagia, mecanismo pelo qual células digerem partes de si mesmas. “Durante as pesquisas, ele descobriu que os períodos de fome influenciam positivamente na renovação de células e ajudam a desacelerar o processo de envelhecimento.”

Segundo esses estudos, o stress causado por longos períodos sem comer ou pela redução de ingestão de alimentos, gera a autofagia, que é a reciclagem ou digestão de células ou parte delas que são desnecessárias, velhas ou com problemas, usando esse material na construção de novas células. Esse processo gera longevidade, por reduzir doenças cardíacas, problemas neurológicos, diabetes, inflamações, stress oxidativo, melhorando a pressão arterial e os níveis de colesterol, e até reduzindo as chances de câncer.

Como falado inicialmente o assunto é polêmico e ainda há muito a ser estudado, mas caso você queira iniciar o jejum é importante conversar com um especialista (endocrinologista, nutrólogo ou nutricionista), para saber o melhor protocolo para sua saúde. Os mais praticados são:

Jejum de 12 horas: nesse caso é interessante utilizar o horário do sono, ou seja, você faz a última refeição as 20h e só vai ingerir alimentos no outro dia as 8h.

Jejum 16/8: nesse jejum você come as 20h, pula o café da manhã e sua primeira alimentação será o almoço. Depois você pode comer até as 20h.

Jejum 5/2: onde você faz uma alimentação normal 5 dias da semana e nos outros dois dias (que podem ser intercalados entre os 5 dias) você faz jejum.

Durante os períodos de jejum somente podem ser ingeridos líquidos que não possuam calorias, como água, chás e café sem açúcar. Além disso, todo método de jejum intermitente envolve comer apenas quando sente fome, e consumir alimentos com grande poder de saciedade, como proteínas magras, verduras, legumes, frutas com casca e carboidratos ricos em fibras. É preciso evitar cereais refinados como arroz branco, pão branco, massas, doces e alimentos muito industrializados. Outra dica importante, é fazer refeições do tamanho que você faria se não estivesse de jejum, não tentar compensar o tempo que você ficou sem comer.

Somente dessa forma o sistema de jejum intermitente ajuda a emagrecer, pois no tempo que você está em jejum a energia estocada pelo alimento se esgota e o corpo é obrigado a usar as reservas. Ele recorre tanto ao glicogênio, uma forma de energia armazenada nos músculos, quanto ao tecido adiposo (gordura) e neste momento ativa hormônios que atuam na quebra de gordura.

Espero que você tenha gostado do post e que esse assunto tenha ficado mais claro. Independente de dieta que você decidir fazer, busque sempre saúde e bem estar. E se precisar de uma ajudinha no emagrecimento, use BodyFit Caps, ele ajuda a desintoxicar o corpo e estimular o metabolismo, proporcionando assim um emagrecimento saudável,  e a definitiva queima de gordura localizada.

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